Quem entra no programa Jovem Aprendiz costuma ter uma dúvida comum: quantas horas pode trabalhar por dia? A jornada do aprendiz possui regras específicas e deve ser organizada de forma compatível com sua formação profissional e os estudos.
A legislação estabelece limites para a jornada de trabalho do aprendiz, que podem variar conforme a situação escolar e as condições previstas no contrato de aprendizagem.
Neste artigo, você vai entender quantas horas um Jovem Aprendiz pode trabalhar por dia, quais são os limites previstos e as principais regras que envolvem a jornada de trabalho.
Conteúdo
- O que diz a lei sobre a jornada de trabalho do Jovem Aprendiz?
- Quantas horas um Jovem Aprendiz pode trabalhar por dia?
- O curso do Jovem Aprendiz conta como hora de trabalho?
- O Jovem Aprendiz pode trabalhar 8 horas por dia?
- Intervalo do Jovem Aprendiz: regras de descanso durante o trabalho
- A empresa pode retirar o intervalo do aprendiz?
- Jovem Aprendiz pode fazer hora extra?
- Jovem Aprendiz pode trabalhar aos sábados?
- Jovem Aprendiz pode trabalhar aos domingos?
- Jovem Aprendiz pode trabalhar em feriados?
- Jovem Aprendiz tem direito a férias?
- Jovem Aprendiz tem direito a 13º salário?
- Jovem Aprendiz tem direito a FGTS?
- Qual é o salário de um Jovem Aprendiz?
- Jovem Aprendiz pode trabalhar à noite?
- Perguntas frequentes
O que diz a lei sobre a jornada de trabalho do Jovem Aprendiz?

A jornada de trabalho do Jovem Aprendiz é regulamentada pelo artigo 432 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), além das regras previstas na Lei nº 10.097/2000 (Lei da Aprendizagem) e no Decreto nº 9.579/2018. Essas normas estabelecem limites para que o jovem possa desenvolver atividades profissionais sem prejudicar sua formação escolar e o curso de aprendizagem.
Segundo o artigo 432 da CLT, a jornada do aprendiz não pode exceder 6 horas diárias. O limite pode chegar a 8 horas por dia para o aprendiz que já concluiu o ensino fundamental, desde que estejam incluídas na jornada as horas destinadas à formação teórica do programa.
Na prática, isso significa que o tempo dedicado ao curso de aprendizagem também faz parte da jornada e deve ser considerado como período de trabalho. A empresa não deve exigir que o aprendiz participe das atividades teóricas fora do horário previsto no contrato. O contrato de aprendizagem possui regras próprias e tem como objetivo combinar qualificação profissional e experiência prática, respeitando os limites estabelecidos pela legislação.
Em resumo, a lei determina que:
- A jornada máxima é de 6 horas diárias para aprendizes que ainda não concluíram o ensino fundamental;
- A jornada pode chegar a 8 horas diárias para quem já concluiu essa etapa da educação básica;
- As atividades teóricas fazem parte da jornada de trabalho e devem ser remuneradas;
- A carga horária deve permitir a frequência escolar, quando o aprendiz ainda estiver estudando;
- A empresa deve cumprir os limites legais para garantir a validade do contrato de aprendizagem.
Quantas horas um Jovem Aprendiz pode trabalhar por dia?

A quantidade de horas que um Jovem Aprendiz pode trabalhar depende, principalmente, da sua escolaridade. A legislação estabelece dois limites de jornada para garantir que o trabalho seja conciliado com os estudos e a formação profissional.
⏰ Jornada de até 6 horas por dia
O limite de 6 horas diárias aplica-se aos aprendizes que ainda não concluíram o ensino fundamental. Nesse caso, a jornada não pode ser ampliada, justamente para preservar o tempo necessário para a frequência escolar e o desenvolvimento das atividades do programa de aprendizagem.
Essa é a carga horária mais comum entre jovens de 14 a 17 anos que ainda estão cursando o ensino fundamental.
⏰ Jornada de até 8 horas por dia
O Jovem Aprendiz pode trabalhar até 8 horas diárias quando já concluiu o ensino fundamental. No entanto, esse limite só é permitido se as horas destinadas à formação teórica estiverem incluídas na jornada.
Isso significa que o curso oferecido pela entidade formadora faz parte do expediente. Por exemplo, se o aprendiz passa 2 horas em aulas teóricas e 6 horas na empresa, sua jornada total será de 8 horas.
Tabela da carga horária do Jovem Aprendiz
| Escolaridade | Jornada máxima diária | Observação |
|---|---|---|
| Não concluiu o ensino fundamental | 6 horas | Inclui atividades práticas e teóricas |
| Concluiu o ensino fundamental | 8 horas | A formação teórica deve fazer parte da jornada |
Independentemente da carga horária, a empresa deve organizar os horários para que o trabalho não prejudique a frequência escolar nem o curso de aprendizagem. O objetivo do programa é proporcionar qualificação profissional, e não apenas a prestação de serviços.
O curso do Jovem Aprendiz conta como hora de trabalho?
Uma das dúvidas mais frequentes entre os aprendizes é se o tempo dedicado ao curso de formação profissional faz parte da jornada de trabalho. A resposta é sim.
O contrato de aprendizagem prevê a realização de atividades teóricas e práticas como parte da formação profissional do aprendiz. As regras estão previstas na CLT, na Lei nº 10.097/2000 e no Decreto nº 9.579/2018, que regulamenta a aprendizagem profissional.
Na prática, o aprendiz divide sua rotina entre a formação teórica e as atividades desenvolvidas na empresa. O objetivo é combinar o aprendizado em sala de aula com a experiência profissional, proporcionando uma formação mais completa.
Por exemplo, um Jovem Aprendiz que possui jornada de 8 horas diárias pode cumprir 6 horas de atividades práticas na empresa e 2 horas de formação teórica. Nesse caso, a carga horária total continua sendo de 8 horas, sem ultrapassar o limite previsto em lei.
Da mesma forma, um aprendiz com jornada de 6 horas pode ter parte desse período destinada ao curso e o restante às atividades práticas, desde que a soma não ultrapasse o limite diário permitido.
⚠️ Importante: a empresa não pode exigir que o aprendiz frequente o curso de aprendizagem fora da jornada prevista em contrato, pois a formação teórica faz parte das obrigações do programa e deve ser considerada como tempo de trabalho.
Exemplo de jornada
| Atividade | Tempo |
|---|---|
| Formação teórica | 2 horas |
| Atividades na empresa | 6 horas |
| Jornada total | 8 horas |
Esse modelo garante que o Jovem Aprendiz desenvolva competências profissionais sem comprometer seus estudos, mantendo o equilíbrio entre aprendizado teórico e prática no ambiente de trabalho.
O Jovem Aprendiz pode trabalhar 8 horas por dia?
Sim, o Jovem Aprendiz pode trabalhar até 8 horas por dia, mas essa possibilidade depende de alguns requisitos previstos no artigo 432 da CLT e nas regras da aprendizagem profissional.
A jornada de 8 horas é permitida para o aprendiz que já concluiu o ensino fundamental. Nesse caso, o período dedicado à formação teórica obrigatória deve estar incluído na jornada total de trabalho.
Isso significa que a empresa não pode exigir 8 horas de atividades práticas e ainda acrescentar o curso de aprendizagem fora desse horário. A soma de todas as atividades, teóricas e práticas, deve respeitar o limite diário permitido.
Por exemplo:
| Atividade | Tempo |
|---|---|
| Atividades na empresa | 6 horas |
| Curso de aprendizagem | 2 horas |
| Jornada total | 8 horas |
Já o aprendiz que não concluiu o ensino fundamental deve cumprir uma jornada menor, limitada a 6 horas diárias, pois a legislação busca preservar o tempo necessário para a formação escolar.
É importante destacar que a jornada de 8 horas não é uma escolha livre do jovem. A definição depende da organização do programa de aprendizagem, da empresa contratante e das regras estabelecidas no contrato.
📘 Resumo: O Jovem Aprendiz pode trabalhar 8 horas por dia quando já concluiu o ensino fundamental, desde que o curso teórico esteja incluído nessa carga horária.
Intervalo do Jovem Aprendiz: regras de descanso durante o trabalho

O Jovem Aprendiz também possui direito a intervalos durante sua jornada de trabalho. Esses períodos de descanso devem ser respeitados pela empresa e seguem regras conforme a quantidade de horas trabalhadas no dia.
O intervalo existe para garantir que o aprendiz tenha tempo adequado para alimentação, descanso e recuperação durante o expediente.
O intervalo não aumenta a jornada do aprendiz. O tempo de descanso não é considerado como hora trabalhada e deve seguir as regras previstas na legislação trabalhista.
Intervalo para jornada de até 6 horas
Quando o Jovem Aprendiz trabalha uma jornada superior a 4 horas e inferior a 6 horas diárias, ele deve ter um intervalo para descanso de, no mínimo, 15 minutos.
Esse período deve ser respeitado mesmo que o aprendiz esteja realizando atividades práticas na empresa ou participando de atividades relacionadas ao programa.
| Jornada diária | Intervalo mínimo |
|---|---|
| Até 4 horas | Sem intervalo obrigatório |
| Mais de 4 até 6 horas | 15 minutos |
Intervalo para jornada de 8 horas
Nos casos em que o Jovem Aprendiz possui jornada de até 8 horas diárias, deve existir intervalo para refeição e descanso.
Normalmente, esse intervalo segue a regra geral da CLT, podendo variar conforme a organização da empresa e as condições estabelecidas no contrato de aprendizagem.
| Jornada diária | Intervalo |
|---|---|
| Até 6 horas | 15 minutos (quando ultrapassar 4 horas) |
| Até 8 horas | Intervalo para refeição e descanso |
A empresa pode retirar o intervalo do aprendiz?
Não. O intervalo é um direito do trabalhador e deve ser respeitado pela empresa contratante, conforme as regras previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Caso o aprendiz seja obrigado a trabalhar durante o período destinado ao descanso, a situação pode representar descumprimento das regras trabalhistas.
⚠️ Atenção: o horário do intervalo deve ser organizado de acordo com a jornada do aprendiz e as regras aplicáveis ao contrato de aprendizagem. O aprendiz não deve ser prejudicado nos estudos ou na formação profissional.
Jovem Aprendiz pode fazer hora extra?

Em regra, a jornada do Jovem Aprendiz deve respeitar os limites estabelecidos pela legislação e pelo contrato de aprendizagem. O artigo 432 da CLT estabelece os limites da jornada do aprendiz e veda a prorrogação e a compensação da jornada.
O contrato de aprendizagem possui uma finalidade educativa e profissional, por isso não deve funcionar como um contrato de trabalho comum em que o empregado permanece regularmente além do horário estabelecido.
A jornada do Jovem Aprendiz deve respeitar o limite previsto no contrato de aprendizagem, considerando as atividades práticas e a formação teórica.
Quando o aprendiz pode ultrapassar a jornada?
A jornada do aprendiz não deve ser prorrogada para a realização habitual de horas extras. A empresa deve organizar as atividades para que o jovem cumpra corretamente sua carga horária, sem prejudicar:
- a frequência escolar;
- o curso de aprendizagem;
- o descanso necessário;
- a formação profissional.
Exigir que o aprendiz permaneça frequentemente além do horário estabelecido pode representar descumprimento das regras do contrato de aprendizagem.
O que acontece se a empresa exigir horas extras?
Caso a empresa obrigue o Jovem Aprendiz a trabalhar além da jornada permitida, a situação pode caracterizar irregularidade trabalhista.
Nessa situação, o aprendiz pode buscar orientação junto à entidade responsável pelo curso de aprendizagem ou aos órgãos de fiscalização trabalhista.
⚠️ Atenção: o Jovem Aprendiz não deve ser utilizado para substituir um funcionário comum, realizando jornadas incompatíveis com os limites da aprendizagem ou atividades que prejudiquem sua formação.
Resumo: hora extra para aprendiz
| Situação | Regra |
|---|---|
| Trabalhar além do horário contratado | Não deve ser habitual |
| Fazer horas extras todos os dias | Não permitido |
| Jornada acima do limite legal | Irregular |
| Prioridade do contrato | Formação profissional |
Jovem Aprendiz pode trabalhar aos sábados?
Sim, o Jovem Aprendiz pode trabalhar aos sábados, desde que a jornada esteja prevista no contrato de aprendizagem e sejam respeitados os limites estabelecidos pela legislação trabalhista.
A empresa deve organizar a escala de trabalho sem ultrapassar a carga horária permitida e sem prejudicar a frequência escolar ou as atividades teóricas do curso.
Por exemplo, um aprendiz que trabalha de segunda a sexta-feira pode ter uma escala diferente incluindo o sábado, desde que a jornada semanal e os demais direitos previstos no contrato sejam respeitados.
O trabalho aos sábados não significa que o aprendiz pode trabalhar mais horas. Os limites da jornada continuam sendo obrigatórios.
Jovem Aprendiz pode trabalhar aos domingos?
O trabalho aos domingos pode ocorrer em determinadas atividades, desde que sejam observadas as regras trabalhistas aplicáveis ao setor, o descanso semanal e as condições específicas do contrato de aprendizagem.
A empresa deve organizar a escala de forma que o aprendiz tenha o descanso semanal devido e não seja prejudicado em seus estudos ou na formação profissional.
Jovem Aprendiz pode trabalhar em feriados?
O trabalho em feriados depende das regras aplicáveis à atividade desenvolvida pela empresa e das condições previstas na legislação trabalhista.
Quando o trabalho no feriado for permitido, devem ser respeitados os direitos do aprendiz, incluindo as regras relativas ao descanso ou à remuneração correspondente, conforme a situação.
A empresa também deve garantir que a atividade profissional permaneça compatível com a finalidade de formação do contrato de aprendizagem.
⚠️ Atenção: trabalhar aos sábados, domingos ou feriados não autoriza a empresa a ultrapassar os limites da jornada do aprendiz nem a prejudicar sua frequência escolar e formação profissional.
Resumo: aprendiz pode trabalhar no fim de semana?
| Situação | Pode acontecer? | Regra |
|---|---|---|
| Trabalhar aos sábados | Sim | Desde que respeite a jornada semanal |
| Trabalhar aos domingos | Depende da atividade da empresa | Deve seguir as regras de descanso |
| Trabalhar em feriados | Depende da autorização e regras do setor | Direitos devem ser mantidos |
| Ultrapassar a jornada | Não | Contrato deve respeitar os limites legais |
Jovem Aprendiz tem direito a férias?
Sim. O Jovem Aprendiz tem direito a férias, assim como os demais trabalhadores contratados pelo regime da CLT. Porém, existem regras específicas para o aprendiz, principalmente em relação à idade e ao período escolar.
As férias fazem parte dos direitos garantidos pelo contrato de aprendizagem e devem ser concedidas pela empresa de acordo com as regras previstas na CLT e na legislação específica da aprendizagem profissional.
O Jovem Aprendiz possui direito a férias remuneradas, com adicional de 1/3 do salário, conforme as regras trabalhistas.
Quando o Jovem Aprendiz pode tirar férias?
Quando o aprendiz é menor de 18 anos, suas férias devem coincidir, preferencialmente, com as férias escolares. A regra busca evitar que o período de descanso profissional prejudique a frequência escolar.
Por exemplo:
- Jovem Aprendiz menor de 18 anos que está no ensino médio → as férias devem coincidir com as férias escolares.
- Jovem Aprendiz maior de 18 anos → seguem-se as regras gerais de concessão de férias previstas na legislação trabalhista.
Quantos dias de férias o Jovem Aprendiz tem?
A duração das férias depende do período trabalhado e das regras aplicáveis ao contrato. Para quem completa o período aquisitivo de 12 meses, a legislação estabelece o direito às férias, cuja duração pode chegar a 30 dias, conforme as condições previstas na CLT.
Para a aprendizagem profissional, também é importante observar as regras específicas previstas no Decreto nº 9.579/2018.
| Situação | Direito |
|---|---|
| Contrato com duração suficiente | Férias proporcionais ou completas conforme o período |
| Aprendiz menor de 18 anos | Preferência de férias junto às férias escolares |
| Férias concedidas | Recebe salário + adicional de 1/3 |
O Jovem Aprendiz recebe salário durante as férias?
Sim. Durante as férias, o aprendiz continua recebendo sua remuneração normalmente e também tem direito ao adicional constitucional de 1/3 sobre o valor das férias.
Esse pagamento deve seguir as regras aplicáveis aos demais trabalhadores contratados pela CLT.
✅ Importante: as férias não são um benefício opcional da empresa. Elas fazem parte dos direitos garantidos ao Jovem Aprendiz.
A empresa pode escolher qualquer data para as férias?
A empresa deve organizar o período de férias conforme as regras trabalhistas e, no caso de aprendizes que ainda estudam, deve considerar o calendário escolar.
O objetivo é evitar conflitos entre o descanso, os estudos e as atividades do programa de aprendizagem.
⚠️ Atenção: o Jovem Aprendiz não deve ser impedido de tirar férias ou obrigado a trabalhar durante o período de descanso sem uma justificativa legal.
Jovem Aprendiz tem direito a 13º salário?

Sim. O Jovem Aprendiz tem direito ao 13º salário, pois possui um contrato de trabalho formal. Esse benefício é garantido aos aprendizes assim como aos demais trabalhadores contratados com carteira assinada.
O pagamento do 13º salário é uma gratificação anual e deve ser calculado conforme o período trabalhado durante o ano, de acordo com as regras da Lei nº 4.090/1962.
O Jovem Aprendiz recebe 13º salário proporcional ao período em que trabalhou durante o ano.
Como funciona o cálculo do 13º do Jovem Aprendiz?
O valor do 13º salário depende da quantidade de meses considerados no ano. Cada mês em que o aprendiz trabalhou por 15 dias ou mais corresponde a 1/12 do salário para fins de cálculo.
Exemplo:
Um aprendiz que trabalhou durante 8 meses no ano terá direito a receber 8/12 do valor do seu salário como 13º, desde que em cada um desses meses tenha trabalhado pelo menos 15 dias.
| Tempo trabalhado | Direito ao 13º |
|---|---|
| Menos de 15 dias no mês | Não conta para o cálculo |
| 15 dias ou mais no mês | Conta como 1 mês |
| Trabalhou o ano inteiro | Recebe o valor integral |
Quando o Jovem Aprendiz recebe o 13º salário?
O pagamento do 13º normalmente é dividido em duas parcelas:
- Primeira parcela: geralmente paga até o final de novembro.
- Segunda parcela: deve ser paga até 20 de dezembro.
A empresa deve respeitar os prazos previstos na legislação trabalhista.
O aprendiz que trabalhou poucos meses recebe 13º?
Sim. Mesmo que o contrato tenha começado no meio do ano, o Jovem Aprendiz tem direito ao pagamento proporcional, considerando os meses trabalhados.
Por exemplo:
- Contrato iniciado em setembro;
- Trabalho realizado por 4 meses até dezembro;
- Direito ao 13º proporcional referente a esse período.
✅ Importante: o contrato de aprendizagem garante os mesmos direitos trabalhistas básicos, incluindo salário, férias, FGTS e 13º salário.
O Jovem Aprendiz perde o 13º se sair da empresa?
Não necessariamente. Caso o contrato seja encerrado antes do final do ano, o aprendiz pode ter direito ao 13º proporcional referente ao período trabalhado, desde que cumpra os requisitos legais.
⚠️ Atenção: o cálculo do 13º pode variar conforme datas de admissão, desligamento e regras aplicáveis ao contrato.
Jovem Aprendiz tem direito a FGTS?
Sim. O Jovem Aprendiz tem direito ao FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), pois possui um contrato de trabalho formal com carteira assinada.
Porém, existe uma diferença importante: o percentual de depósito do FGTS do aprendiz é menor do que o aplicado aos demais trabalhadores contratados pela CLT. A regra está prevista no artigo 15 da Lei nº 8.036/1990.
Durante o contrato de aprendizagem, a empresa deve realizar depósitos mensais de FGTS em uma conta vinculada ao nome do jovem aprendiz.
Qual é o valor do FGTS do Jovem Aprendiz?
Para o aprendiz, o depósito mensal do FGTS corresponde a 2% da remuneração. Esse percentual é diferente do trabalhador comum, para o qual o depósito normalmente corresponde a 8% da remuneração, conforme as regras do FGTS.
| Tipo de trabalhador | Depósito mensal de FGTS |
|---|---|
| Trabalhador comum CLT | 8% do salário |
| Jovem Aprendiz | 2% do salário |
O Jovem Aprendiz pode sacar o FGTS?
Sim, o saldo do FGTS do aprendiz pode ser sacado nas situações previstas pela legislação, como ocorre com outros trabalhadores.
O saque pode acontecer, por exemplo, em casos como:
- término do contrato de aprendizagem;
- situações previstas nas regras do FGTS;
- outras hipóteses autorizadas por lei.
A empresa precisa pagar FGTS mesmo sendo contrato de aprendiz?
Sim. O contrato de aprendizagem é um contrato de trabalho especial e garante direitos trabalhistas ao jovem, incluindo:
- registro em carteira;
- salário;
- férias;
- 13º salário;
- FGTS.
✅ Importante: mesmo sendo um contrato com prazo determinado, o Jovem Aprendiz possui proteção trabalhista e deve ter seus direitos garantidos.
O que acontece se a empresa não depositar o FGTS?
Caso a empresa deixe de realizar os depósitos obrigatórios, ela estará descumprindo uma obrigação trabalhista.
O aprendiz pode buscar orientação com a entidade responsável pelo programa de aprendizagem ou pelos canais oficiais de fiscalização trabalhista.
⚠️ Atenção: o jovem deve acompanhar se seus direitos estão sendo cumpridos durante todo o contrato de aprendizagem.
Qual é o salário de um Jovem Aprendiz?
O salário do Jovem Aprendiz não possui um valor único para todos os casos. A remuneração depende principalmente da quantidade de horas trabalhadas, do salário-mínimo vigente e das regras estabelecidas no contrato de aprendizagem.
O aprendiz tem direito ao salário-mínimo-hora, salvo condição mais favorável prevista no contrato ou em norma aplicável. Essa regra está prevista no Decreto nº 9.579/2018.
O salário do Jovem Aprendiz é calculado de acordo com a jornada prevista no contrato e o valor do salário-mínimo-hora aplicável.
Como é calculado o salário do Jovem Aprendiz?
O cálculo considera o valor da hora de trabalho e a quantidade de horas que compõem a jornada do aprendiz durante o mês.
De forma simplificada, a fórmula pode ser apresentada assim:
Valor do salário-mínimo-hora × horas trabalhadas no mês = remuneração do aprendiz
A jornada também considera o tempo destinado ao curso de aprendizagem, pois as atividades teóricas fazem parte do contrato.
| Jornada | Característica |
|---|---|
| Até 6 horas por dia | Salário proporcional à jornada |
| Até 8 horas por dia | Salário proporcional à jornada completa permitida |
| Curso teórico | Conta como parte da jornada |
O Jovem Aprendiz recebe benefícios além do salário?
Sim. Além da remuneração mensal, o aprendiz possui outros direitos garantidos pelo contrato de trabalho, como:
- 13º salário;
- férias remuneradas;
- FGTS;
- vale-transporte;
- registro em carteira de trabalho.
Dependendo da empresa ou do programa de aprendizagem, também podem existir outros benefícios.
✅ Importante: o curso de aprendizagem não é voluntário ou fora do contrato. O período de formação teórica também deve ser considerado na jornada e remunerado.
O Jovem Aprendiz pode receber menos que o salário mínimo?
O aprendiz pode receber um valor proporcional à sua jornada, pois o pagamento é baseado no salário-hora.
Isso significa que um jovem que trabalha menos horas por dia pode receber menos que um trabalhador em jornada integral, mas o valor por hora deve respeitar o mínimo estabelecido pela legislação.
A empresa pode pagar qualquer valor ao aprendiz?
Não. A empresa deve seguir as regras do contrato de aprendizagem e respeitar o valor mínimo previsto para a remuneração do aprendiz.
O pagamento abaixo do permitido pode representar descumprimento das normas trabalhistas.
⚠️ Atenção: o salário do aprendiz deve aparecer corretamente no contrato e no registro profissional. Sempre confira as informações antes de assinar.
Jovem Aprendiz pode trabalhar à noite?
O trabalho noturno para o Jovem Aprendiz possui restrições importantes, principalmente quando o aprendiz ainda é menor de idade. A legislação busca proteger o adolescente e garantir que a atividade profissional não prejudique sua saúde, seus estudos e sua formação.
O horário de trabalho do Jovem Aprendiz deve respeitar sua idade, sua rotina escolar e as regras do contrato de aprendizagem.
Jovem Aprendiz menor de 18 anos pode trabalhar à noite?
Não. O aprendiz menor de 18 anos não pode realizar trabalho noturno, pois a legislação proíbe o trabalho noturno de menores de idade. A regra está prevista no artigo 404 da CLT.
Para fins trabalhistas, considera-se trabalho noturno urbano aquele realizado entre 22h e 5h do dia seguinte.
Essa proteção busca evitar prejuízos ao descanso, à saúde, ao desenvolvimento e à frequência escolar do adolescente.
Jovem Aprendiz maior de 18 anos pode trabalhar à noite?
O aprendiz que já completou 18 anos pode estar sujeito às regras gerais aplicáveis ao trabalho noturno, desde que a jornada esteja de acordo com o contrato de aprendizagem e com a legislação trabalhista.
A empresa também deve garantir que as atividades continuem compatíveis com a finalidade de formação profissional do contrato.
| Idade do aprendiz | Trabalho noturno |
|---|---|
| Menor de 18 anos | Não permitido |
| Maior de 18 anos | Pode depender das regras aplicáveis |
A empresa pode mudar o horário do aprendiz?
A empresa deve organizar a jornada conforme o contrato de aprendizagem e não pode alterar os horários de forma que prejudique os estudos ou ultrapasse os limites legais.
Mudanças frequentes de horário devem ser avaliadas para garantir que o objetivo do programa continue sendo a capacitação profissional.
✅ Importante: o contrato de aprendizagem deve equilibrar trabalho e formação. O jovem não deve ter sua educação prejudicada por causa da atividade profissional.
O que fazer se o aprendiz for obrigado a trabalhar à noite?
Caso a empresa exija uma jornada noturna irregular, o aprendiz pode buscar orientação com:
- a entidade responsável pelo curso de aprendizagem;
- responsáveis pelo acompanhamento do programa;
- órgãos de fiscalização trabalhista.
⚠️ Atenção: o Jovem Aprendiz não deve ser colocado em uma rotina que prejudique seus estudos, descanso ou desenvolvimento profissional.
Perguntas frequentes
O Jovem Aprendiz pode trabalhar até 6 horas diárias quando não concluiu o ensino fundamental. Caso já tenha concluído essa etapa, a jornada pode chegar a até 8 horas por dia, incluindo o tempo de formação teórica.
Sim. A jornada de até 8 horas é permitida para o aprendiz que já concluiu o ensino fundamental, desde que as horas do curso de aprendizagem estejam incluídas na jornada total.
Sim. A formação teórica faz parte do contrato de aprendizagem e deve ser considerada dentro da jornada de trabalho do aprendiz.
Não deve fazer horas extras de forma habitual. A empresa deve respeitar os limites da jornada de aprendizagem e organizar as atividades dentro do horário permitido.
Sim. O aprendiz pode trabalhar aos sábados, desde que a jornada semanal e as regras do contrato de aprendizagem sejam respeitadas.
Depende da atividade da empresa e das regras aplicáveis ao setor. Quando permitido, devem ser respeitados o descanso semanal e os direitos trabalhistas do aprendiz.
Sim. O aprendiz possui direito a intervalos de descanso durante a jornada, conforme a quantidade de horas trabalhadas no dia.
O aprendiz menor de 18 anos não pode trabalhar em horário noturno. Para maiores de 18 anos, devem ser observadas as regras trabalhistas e o contrato de aprendizagem.
Não. A jornada do aprendiz deve respeitar os limites previstos na legislação e não pode ultrapassar a carga horária permitida.
Não. O horário é definido pela empresa junto com a entidade formadora, considerando a jornada prevista no contrato e a rotina escolar do jovem.
Sim. O aprendiz tem direito a férias remuneradas, preferencialmente alinhadas ao período de férias escolares quando ainda estiver estudando.
Sim. O Jovem Aprendiz tem direito ao 13º salário proporcional ao período trabalhado durante o ano.
Sim. A empresa deve realizar depósitos de FGTS durante o contrato de aprendizagem, seguindo a regra específica para aprendizes.
A empresa pode estar descumprindo as regras do contrato de aprendizagem e o jovem pode buscar orientação junto à entidade formadora ou aos órgãos responsáveis pela fiscalização trabalhista.